Arquivos mensais: março 2008

Você duvida que as comunidades virtuais mudarão o mundo?


Para os ricos e revolucionários ensinamentos contidos na Biblioteca de Alexandria?
Fogo, destruição e esquecimento…

Para um filósofo como Sócrates, que reunia sua comunidade ensinando-lhes a virtude?
Morte por cicuta…

Para uma comunidade de cristão reunidos no período de Cristo?
Perseguição e morte na arena dos Leões…

Para um ativista como Gandhi, que em torno de si reuniu uma nação, a lutar com sua voz para fazer valer os seus direitos?
Assassinato…

Para uma reunião de ativistas no período da Ditadura?
Perseguição, desaparecimento, tortura e calem-se…

Enfim…

Que outra prova precisamos a respeito de que não é do interesse dos poderosos, ver o povo se reunindo em comunidades para defender seus ideais? As comunidades virtuais já mudaram, e mudarão ainda mais o homem e o mundo.

Se em todos os tempos tudo o que o homem evitou, com o derramamento de muito sangue, foi a reunião e o livre intercâmbio de idéias e conhecimentos?

A reunião de pessoas com livre direito de expressão gera mudanças, reformas, progresso.

O fato de ser uma reunião virtual é apenas uma questão tecnológica. Mas, em toda a história da humanidade, comunidades sempre mudaram nossos passos.

DEUS = AMOR


Deus é estritamente igual a Amor.
Isso significa que simplesmente não há diferença entre essas duas palavras. Pois ambas expressam exatamente o mesmo conceito.

Deus não é uma entidade separada que ama, mas é o próprio Amor agindo com sua infinita inteligência, a criar e transformar toda a sua criação através da interação amorosa dos seres nas diversas esferas de existência.

Imaginem dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio flutuando no ar solitariamente, ‘sem amor’. Nada produzem, nada são.

Então vem o amor e eles se amam, unem-se inteligentemente através da atração do amor e formam uma molécula de água. A fonte da vida!

Eis uma obra do amor no plano atômico!

Quando digo ‘sem amor’ para as moléculas solitárias, digo somente para sua esfera atômica de existência, pois o próprio amor atua também na esfera subatômica, unindo quarks, mésons e pósitrons, através da força do amor, sustentando a existência do próprio átomo.

Até onde nossa ciência divulga seus conhecimentos, sabemos também de outros planos mais finos onde supercordas de vibração dão origem a elementos ainda mais básicos! Cada corda, de acordo com sua freqüência de vibração, encontra afinidade (amor) com outras cordas de diferente vibração, porém harmônicas, através da lei da ressonância.

Até onde podemos dizer, com nosso ínfimo conhecimento científico dos mistérios divinos, quais esferas da vida ainda descobriremos?

Continuando a análise do Deus = Amor Inteligente partindo da nossa molécula de água formada anteriormente, podemos dizer que o objeto da união atômica, vive agora no plano molecular e também possui a possibilidade de amar em sua esfera de existência. Através do amor interage e troca com outras moléculas formando uma imensa variedade de formas com diferentes características de interação. Água salgada, água doce, água mineral, entre outras variedades.

Seguindo ainda a lei do amor, as moléculas se amam e formam macro-moléculas.
As macro-moléculas se amam e formam estruturas, sistemas, grupos de elementos organizados e vivos no amor, e assim por diante nas várias esferas da vida, passando pelo homem até o plano macro-cósmico, e prosseguindo até onde não conhecemos, dando origem e transformado toda a vida num processo eterno e ininterrupto.

O próprio universo permanece num sistema coeso e harmônico através da força de união inteligente do amor, que atrai os corpos em torno de si, de acordo com sua grandeza. Gravidade! A Terra e todos os planetas giram em torno do Sol, pois se amam, e se mantêm unidos por uma força de atração que chamamos gravidade. Mas gravidade é apenas um nome para um conceito, revelado através da matemática, e que nos serve enquanto utilização prática científica. Mas, o Amor é a inteligência divina que produz o objeto dessa matemática.

O Amor é o que chamamos de Deus.

Sabendo que o Amor é a essência da vida e é a causa primária de toda a criação, habitando e trabalhando de forma onipresente em todo o infinito, devemos tomar de vez essa bandeira e partirmos definitivamente para a prática diária em busca de viver intensamente essa lei.

A única lei deixada por Jesus:

AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Ou como dizem alguns mestres de diferentes religiões do mundo:

Cristianismo – “Tudo quanto queres que os outros façam para ti faze-o tambem para eles”.
Confucionismo – “Não faças aos outros aquilo que não queres que eles te façam”.
Budismo – “De cinco maneiras um verdadeiro líder deve tratar seus amigos e dependentes: com generosidade, cortesia, benevolência, dando o que deles espera receber e sendo tão fiel quanto à sua própria palavra”.
Hinduísmo – “Não faças aos outros aquilo que, se a ti fosse feito, causar-te-ia dor”.
Islamismo – “Ninguém pode ser um crente até que ame o seu irmão como a si mesmo”.
Judaísmo – Não faças ao teu semelhante aquilo que para ti mesmo é doloroso”.
Taoísmo – “Considera o lucro do teu vizinho como teu próprio e o seu prejuízo e o seu prejuízo como se também fosse teu”.
Zoroastrismo – “A natureza só é amiga quando não fazemos aos outros nada que não seja bom para nós mesmos”.
Jainismo – “Na felicidade e na infelicidade, na alegria e na dor, precisamos olhar todas as criaturas assim como olhamos a nós mesmos”.
Sikhismo – “Julga aos outros como a ti mesmo julgas. Então participarás do céu”.

Sobre a Fé


Para falar de fé, tenha fé no que fala.

A Lei do Amor é a fonte máxima, a inteligência infinita, a própria divindade de onde tudo provêm.

Vontade é a força que direciona a fé.

Fé é a fidelidade em ação na realização dos comandos da vontade.

Não confunda Vontade com o desejo.
A Vontade é a fonte de todos os desejos.

Não confunda fé, com acreditar.
Crer é duvidoso.
Ser fiel é ser imbatível.

Fé e Vontade são parceiras inseparáveis.
Dois fios de virtude, que entrelaçados disciplinadamente, dão origem à realização.

Rogue ao Amor que inspire sua Vontade,
Dê ouvido à sua inspiração e leve-a ao plano mental,
Utilize a sua razão, avalie, pondere, calcule, raciocine,
E seja totalmente fiel àquilo que determinar,
A colheita será farta.

A Lei do Amor é terra onde tudo cresce.
A Vontade fornece as sementes.
A Fé é a fidelidade constante no trato dessa semeadura.

Mateus Lopes

Um poema para descrever o Teatro do Pé


Pé, base.
Em pé, sobre a base.
Na base sustenta-se o todo.
Firma-se a construção.

Passo a passo, pé a pé.
Caminharemos amando e fazendo arte.
E o pé cultural de nosso país?
Quanto fruto ainda dará?

Reguemos suas raízes com trabalho de base e seriedade,
a boa colheita será a gratificação.
No passo da arte que voa com os pés no chão,
flutua o Teatro do Pé.

Ao público, que é nossa razão…
Aos amigos, irmãos, parceiros e colaboradores…
Aos artistas, arteiros e gozadores de plantão…
Um muito obrigado e um forte abraço do Teatro do Pé!

Mateus Lopes
Poema para o meu grupo de teatro Teatro do Pé

Quem foi Clotilde Pacheco dos Santos


Eis uma pequena pincelada da vida grandiosa de CLOTILDE PACHECO DOS SANTOS:

Clotilde nasceu em Santos, a 20 de Julho de 1933.

Filha de Manoel Silvino dos Santos e Otília Pacheco dos Santos.

Ficou órfã de mãe aos 8 anos de idade e faleceu em 5 de fevereiro de 1993, com 59 anos.

Pessoa alegre e extrovertida, teve sua vida marcada por fatos que tornaram indeléveis sua lembrança no âmago de todos aqueles que puderam privar de sua carinhosa amizade.

Quem não se lembra quando na época do Natal, o caminhão dos bombeiros desfilava pelo bairro do Monteiro da Cruz com a Clotilde vestida de Papai Noel? E nas festas juninas quando aparecia uma caipira grávida (Nhá Barbina) tocando viola? E o palhaço que passeava pelas ruas do bairro montado em uma bicicleta seguido por inúmeras crianças, e que também fazia shows no asilo de Guarujá divertindo os velhinhos com o seu palhaço que dançava fazendo com que se recordassem dos seus tempos de juventude?

Espírita convicta, entregou-se, de corpo e alma, ao exercício da caridade, em ajuda irrestrita aos necessitados e a todos aqueles que, em momentos de dor e aflição, obtinham dela a palavra amiga e consoladora que as impulsionava ao fortalecimento da fé e confiança no futuro.

Trabalhou no bairro Monteiro da Cruz, em Vicente de Carvalho na Creche “CASA DO CAMINHO”, que ao longo de 25 anos, administrou com garra, perseverança e abnegado amor, até que o destino lhe impôs o retorno à Pátria Espiritual.

Deixou duas filhas, genros, netos, parentes vários e incontável número de amigos que muito a admiravam e que lhe rendem, hoje, justa homenagem.

José Nelson Lopes
discurso escrito sobre sua sogra, Clotilde (minha avó), para ser
lido no dia em que uma praça do Guarujá recebeu o seu nome.


Avante Estrelatriz!


Há uma milha vejo uma estrela.
Que tanto brilha a parecer um sol.
Sol que aquece mas não queima.
Acolhendo sempre com seu calor.

Esse calor é o da amizade.
Sua luz é a da alegria.
Sua força é a sinceridade,
com que emana o seu puro amor.

Ó amada Luz De Milha!
Quão distantes chegarão os raios do teu lindo coração?
Essa medida é a do teu querer, e a nós nos cabe torcer,
que te expandas de tal forma que abarques um milhão.

Avante estrelatriz!

Mateus Lopes
para Ludmilla Bertholini

Curta-Metragem: Caso Fortuito (Trailers)

Trailer 1

Caso Fortuito

Curta-Metragem (Ficção)
Elenco: Zéllus Machado, Carolina Monnerat, Danilo Nunes, Dino Menezes, Seth Nascimento, Mateus Lopes, Wagner Bastos e Felipe Cabral.
Direção: Vinícius Giacomini, Michel Custódio e Rubens Nobre.
Maquiagem: Ioneis Wadner.
Trilha Original: Marapas Pulp.
Produção: VDV Produções

Trailer 2

Esculturas: Série A Morte de Nanã


Eu produzi a série de esculturas “A Morte de Nanã” especialmente para compor o cenário do espetáculo “Argumas de Patativa”, do Teatro do Pé. As esculturas ficavam posicionadas nas portas do oratório do pai da Nanã, e eram dispostas na seqüência correta que conta a história narrada na poesia.

Clique nas imagens abaixo para ver e comentar as esculturas da série.

A Gravidez

O Nascimento

Menina Nanã

Doente de Fome

O Túmulo

Infelizmente, essas esculturas não existem mais!
Quebraram-se durante a desmontagem do cenário do espetáculo, certa vez.

Vídeos: Compacto do espetáculo Argumas de Patativa do Teatro do Pé

Esse vídeo é um compacto do espetáculo Argumas de Patativa do grupo Teatro do Pé e foi editado quando o grupo viajou para o Festival Internacional Porto Alegre em Cena 2006. As imagens e edição original são da VDV Produções e a edição do compacto é da DM Filmes.

E este foi produzido pelo pessoal do grupo Teatro do Pé.

Eu sou…


Eu sou, a cada dia, o melhor que posso oferecer!
Eu sou com você, o que de melhor pudermos construir!
Eu sou com vocês, apenas mais um amável trabalhador!

Eu sem vocês, sou apenas menos um!
Eu sem você, sou apenas sem você!
Eu com ninguém nada sou!

Só o amor pode justificar a minha existência.

E sendo assim…
Eu sou transformação!

Alguém que não é melhor do que ninguém, mas que está seguro do valor que tem!
Eu sou a vontade constante de melhorar.
Eu sou a vontade permanente de aprender a amar.

Eu sou aquilo que ainda nem sei que sou!
E também sou tudo aquilo que eu quero vencer.

Eu sou…

Constantemente vencendo os vícios e refinando as virtudes,
pois, o que vale, é caminhar com boa vontade e amor no coração.

Mateus Lopes

Vídeos: Cruzes pela Estrada, Cena do espetáculo Argumas de Patativa do Teatro do Pé

Cena: Cruzes pela Estrada
Espetáculo: Argumas de Patativa
Grupo: Teatro do Pé
Ator: Mateus Lopes
Sonoplastia: Danilo Nunes
Direção: Mateus Faconti

“Cruzes pela Estrada”, conta a história de Zé Mourão, um trabalhador querido em sua cidade que, após cultivar a sua terra, é obrigado a entregá-la ao seu patrão. Não admitindo tamanha injustiça é cruelmente assassinado por seu patrão que nada sofre por esse ato.

Vídeos: A Morte de Nanã, Cena do espetáculo Argumas de Patativa do Teatro do Pé

Cena: A Morte de Nanã
Espetáculo: Argumas de Patativa
Grupo: Teatro do Pé
Ator: Danilo Nunes
Sonoplastia: Mateus Lopes e Juliana Bordallo
Direção: Mateus Faconti

A cena “A Morte de Nanã” retrata a dramática história de um sertanejo que, em uma das secas mais terríveis que assolaram a sua região, perde seu mais precioso tesouro: sua filha Ana. O texto parte da tragédia individual desse pai para promover uma reflexão sobre a questão da distribuição de renda e da estrutura social de nosso país. A cena mistura a atuação de bonecos de manipulação direta com um comovente monólogo do ator Danilo Nunes, ambos ao som de músicas interpretadas ao vivo pelos próprios atores em cena.