Arquivos mensais: abril 2013

Como assim a Verdade não existe?!?


E disse-me o sujeito: Não, não existe a verdade!
Ora, mas que? E dizes tal, com qual autoridade?

Pesquisastes então a verdade, ao limite dos teus limites,
buscando-a não somente no convívio com a sociedade,
mas também no interior profundo de teu espírito,
desvendando a verdade com o melhor de tua habilidade?

Não?

Então talvez, tenhas exaurido teu ânimo, a tal ponto ao buscá-la,
que do ânimo descobristes ter mais do que pensavas?
E tanto quanto mais motivou-te à alcançá-la,
tornaste-te, a ti mesmo, um homem melhor do que imaginavas?

Não?

Então buscastes ler a vida e a obra dos grandes homens,
aqueles que suas vidas dedicaram à verdade conhecer,
enriquecendo assim teus argumentos, que, a mais do que já tens,
formaram então base forte, onde tua busca encontrou apoio e o rumo ao norte?

Não?

Então, ao menos, admites que nascestes um homem abençoado,
conhecedor da verdade máxima de que a Verdade não existe,
e que Dela, tú não precisas, pois não lhe valerá um centavo?
Dedicar-se à pesquisa de algo que não existe? Tú insistes!

E repetes: A verdade não existe!
Então pergunto: És ladrão?
Me respondes: Não! Por que? O que isso tem que ver?
Eu: Não és?! Tens certeza? Seria isso mentira?!
E tú: É claro que é mentira! Não sou ladrão.
Eu: Então é verdade que não és ladrão?
Tú: Sim!
Eu: Mas como pode isso ser verdade, se a Verdade não existe?
Tú: …
Eu: Será que és?
;)

A verdade é algo muito simples para que possamos compreender,
mas é também, a princípio, um desafio colocá-la em prática.
E a simplicidade da verdade que Jesus recomendou conhecer,
é tão elementar e verdadeira, que sua estratégia se resume em uma tática:

SER VERDADEIRO!

A Verdade que nos liberta é um comportamento,
ser verdadeiro é importante, em ações e pensamentos.
A Verdade não pretende ser somente o conhecimento,
de tudo o que existe no mundo, no espaço e no tempo.

O homem se confunde em argumentos racionais sobre a verdade,
achando que ela é o conhecimento científico final do universo.
Desse ponto de vista, olham para a verdade em termos de quantidade,
qualidade e aplicabilidade, sobre assuntos que nem cabem nesses versos.

Fosse assim, confesso, estariam certos os argumentos,
de que a verdade não pode ser de todo conhecida.
Em termos de conhecimento, é preciso estudar os fundamentos,
de tudo o que é, e do que há, no mundo, no céu e na vida.

Se o sábio Jesus nos propusesse tal máxima:
“Buscareis a Verdade, e Ela vos libertará.”,
querendo dizer que devemos ser máquinas,
pois sem tudo aprender, tal liberdade jamais se dará… ?

Se assim fosse, Jesus que me perdoasse,
pois a verdade que nos recomendou procurar,
estaria de nós ainda tão longe do alcance,
como longe está o fim do universo a encontrar.

Portanto, o sábio homem que cuidou de a Verdade a nós recomendar,
sabia que a Verdade, como ele propôs, era simples de entender.
Porém, por exigir do homem que com a Verdade venha a se comportar,
torna-se a mais difícil das tarefas, pois, quem nada tem para esconder?

Portanto, em o homem se comportando de forma verdadeira,
com sinceridade, simplicidade, humildade e transparência.
Jamais mentindo, distorcendo ou iludindo a quem queira,
assumindo a responsabilidade sobre a Verdade de sua vivência.

Esse homem, em grande liberdade já está!
Pois que vive sem algo que condene em si mesmo.
E nem é atormentado pelos fantasmas da mentira,
que novas mentiras exigem para sustentar seu apego.

Tal homem conquista também, a confiança de todos que cruza,
pois sua alma reflete tal luz, que por todos é percebida.
Os bons, dessa luz se alimentam, pois a luz da verdade é nada difusa,
e há outros que dela se invejam, e até contra ela planejam investidas.

Homem, portanto, sê verdadeiro!
Pensa na liberdade que tanto desejas,
e saiba que ela não vem pelo dinheiro,
mas pelo tesouro que na alma cultivas.

Dinheiro é importante para o nosso sustento,
e nos dá a liberdade de materializar os desejos.
Mas, de tal liberdade que se esvai com o vento,
o homem verdadeiro a valoriza um tanto menos.

Não pretendo, contudo, sobre a verdade dar definição.
Está é apenas mais uma face da Verdade,
portanto, sobre a própria Verdade em questão!
Mas e eu… digo isso com qual autoridade?

A de quem busca a Verdade,
com todo o amor do coração,
e ainda dá os primeiros passos,
na estrada da eterna evolução!

Mateus Lopes – 18/04/2013

Ateu! Sou ou não sou?! Eis a questão.


O mundo é muito engraçado,
tem de tudo por todo o lado.
Tem ateus que caminham com Deus,
E outros de Deus tão crentes que:
Deus? Só com os seus!

Muitos proclamam-se convictamente ateus,
dizendo pra si mesmos não acreditar em Deus.
Mas quando se lhes perguntam se o mundo é obra do homem,
alguns percebem-se crendo numa força maior que o próprio homem,
e, sendo assim, não deixam de acreditar numa inteligência superior.
Mas ainda não em “Deus”. Inteligência superior sim, mas Deus?!

Doutro lado há aqueles que buscam a Deus,
de forma sincera ou, por vezes, em algo interessada,
e até mesmo aqueles que dizem que já viram a Deus,
e, no momento oportuno, negam a verdade, o amor e a justiça,
negam a caridade, o perdão e a compaixão aos seus semelhantes,
todos os atributos que mais deveriam ter,
quanto mais próximos de seu Deus estivessem.

Portanto, se temos ateus que praticam a verdade, o amor e a justiça,
e crédulos que negam a prática dessas virtudes,
e, por vezes, vemos até amaldiçoarem seus irmãos,
resta-nos a breve pergunta: Quem é o ateu?

Ateu é aquele que nega o Amor (Deus) em sua prática, por mais que fale dele.
E não ateu é todo aquele que desenvolve e pratica o Amor essencial, o Amor Lei,
mesmo que nunca pense ou aceite a ideia conceitual de um Deus.

A razão de existir uma palavra é para que ela possa nos comunicar um conceito.
E qual o conceito da palavra ateu? Não acreditar em Deus.
E qual o conceito da palavra Deus?
Bem, aqui encontramos a natureza do problema…

Pois, se para não ser ateu, eu devo acreditar
que Deus seja um velhinho de barbas,
sentado em seu trono, de onde tudo vê,
mandando e desmandando a seu bel prazer,
beneficiando ao filho que Nele crê,
e punindo aos ignorantes que a Ele não puderam compreender.
Se assim for, eu sou um Ateu! Com A maiúsculo.

Mas, se Deus for uma inteligência suprema,
causa primária de tudo o que é, e do que ainda será.
Uma força original que não tem forma, mas é energia e consciência pura,
um oceano de um fluido cósmico inteligente chamado Amor,
trabalhando incessantemente em tudo o que é, e no que virá a ser…
Então, se assim for, eu sou um homem de Deus, e não um ateu.

Eu poderia arriscar que muitos dos que se dizem ateus, hoje em dia,
são apenas pessoas que já não toleram mais o mau uso, a manipulação,
os crimes praticados, milenarmente, em nome desse chamado “deus”
( com “d” minúsculo, pois não merece a santidade do nome ),
e que naturalmente concluiram que não acreditam mais nesse deus.

Seria eu também um ateu, se me imposto fosse um deus punitivo,
que condena seus filhos a sofrimentos para toda a eternidade,
dando-lhes apenas uma breve chance, de pouco menos de um século,
para que os seus pobres filhos possam aprender a adorá-lo em toda a sua majestade.

Não seria essa pena um tanto quanto severa,
quando comparada ao breve tempo das faltas cometidas?
Não! Esse deus não me inspiraria amor nem justiça!
E Ateu eu escolheria ser diante de tais investidas.

Mas, por fim, podendo crer na eternidade, na justiça e na verdade,
e crer na perfeição absoluta de todos os atributos essenciais.
E não somente pensar sobre essas coisas, mas também senti-las,
através das experiências diretas a nós oferecidas pelas graças da natureza…
Então, sendo assim, eu sou um homem com Deus no meu coração!

Nesse momento, pare e pense bem!
Deixe de lado os seus pré-conceitos e ideias obscurecidas pelas emoções.
Pense um pouco sobre o assunto e responda:

Você é ateu ou acredita num Deus Supremo de Amor?

Mateus Lopes – 15/04/2013