Ateu! Sou ou não sou?! Eis a questão.


O mundo é muito engraçado,
tem de tudo por todo o lado.
Tem ateus que caminham com Deus,
E outros de Deus tão crentes que:
Deus? Só com os seus!

Muitos proclamam-se convictamente ateus,
dizendo pra si mesmos não acreditar em Deus.
Mas quando se lhes perguntam se o mundo é obra do homem,
alguns percebem-se crendo numa força maior que o próprio homem,
e, sendo assim, não deixam de acreditar numa inteligência superior.
Mas ainda não em “Deus”. Inteligência superior sim, mas Deus?!

Doutro lado há aqueles que buscam a Deus,
de forma sincera ou, por vezes, em algo interessada,
e até mesmo aqueles que dizem que já viram a Deus,
e, no momento oportuno, negam a verdade, o amor e a justiça,
negam a caridade, o perdão e a compaixão aos seus semelhantes,
todos os atributos que mais deveriam ter,
quanto mais próximos de seu Deus estivessem.

Portanto, se temos ateus que praticam a verdade, o amor e a justiça,
e crédulos que negam a prática dessas virtudes,
e, por vezes, vemos até amaldiçoarem seus irmãos,
resta-nos a breve pergunta: Quem é o ateu?

Ateu é aquele que nega o Amor (Deus) em sua prática, por mais que fale dele.
E não ateu é todo aquele que desenvolve e pratica o Amor essencial, o Amor Lei,
mesmo que nunca pense ou aceite a ideia conceitual de um Deus.

A razão de existir uma palavra é para que ela possa nos comunicar um conceito.
E qual o conceito da palavra ateu? Não acreditar em Deus.
E qual o conceito da palavra Deus?
Bem, aqui encontramos a natureza do problema…

Pois, se para não ser ateu, eu devo acreditar
que Deus seja um velhinho de barbas,
sentado em seu trono, de onde tudo vê,
mandando e desmandando a seu bel prazer,
beneficiando ao filho que Nele crê,
e punindo aos ignorantes que a Ele não puderam compreender.
Se assim for, eu sou um Ateu! Com A maiúsculo.

Mas, se Deus for uma inteligência suprema,
causa primária de tudo o que é, e do que ainda será.
Uma força original que não tem forma, mas é energia e consciência pura,
um oceano de um fluido cósmico inteligente chamado Amor,
trabalhando incessantemente em tudo o que é, e no que virá a ser…
Então, se assim for, eu sou um homem de Deus, e não um ateu.

Eu poderia arriscar que muitos dos que se dizem ateus, hoje em dia,
são apenas pessoas que já não toleram mais o mau uso, a manipulação,
os crimes praticados, milenarmente, em nome desse chamado “deus”
( com “d” minúsculo, pois não merece a santidade do nome ),
e que naturalmente concluiram que não acreditam mais nesse deus.

Seria eu também um ateu, se me imposto fosse um deus punitivo,
que condena seus filhos a sofrimentos para toda a eternidade,
dando-lhes apenas uma breve chance, de pouco menos de um século,
para que os seus pobres filhos possam aprender a adorá-lo em toda a sua majestade.

Não seria essa pena um tanto quanto severa,
quando comparada ao breve tempo das faltas cometidas?
Não! Esse deus não me inspiraria amor nem justiça!
E Ateu eu escolheria ser diante de tais investidas.

Mas, por fim, podendo crer na eternidade, na justiça e na verdade,
e crer na perfeição absoluta de todos os atributos essenciais.
E não somente pensar sobre essas coisas, mas também senti-las,
através das experiências diretas a nós oferecidas pelas graças da natureza…
Então, sendo assim, eu sou um homem com Deus no meu coração!

Nesse momento, pare e pense bem!
Deixe de lado os seus pré-conceitos e ideias obscurecidas pelas emoções.
Pense um pouco sobre o assunto e responda:

Você é ateu ou acredita num Deus Supremo de Amor?

Mateus Lopes – 15/04/2013

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